Agosto Lilás e a Categoria Farmacêutica: Do Acolhimento à Proteção contra a Violência de Gênero
O Agosto Lilás ganha ainda mais relevância em 2026, ano em que a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) completa duas décadas de vigência como o principal marco legal no combate à violência contra a mulher no Brasil. Oficializada pela Lei nº 14.448/2022, a campanha reforça a necessidade contínua de conscientização, prevenção e enfrentamento de todas as formas de agressão — física, psicológica, sexual, patrimonial e moral —, convocando a sociedade civil e os órgãos de classe para uma postura ativa de proteção e solidariedade.
As farmacêuticas vivem uma dupla jornada de vulnerabilidade doméstica e profissional. Em casa, são expostas a violências física, psicológica, patrimonial e moral, frequentemente silenciadas por sobrecarga, tabus ou dependência financeira. No ambiente de trabalho, como farmácias, hospitais e laboratórios, enfrentam assédio moral e sexual de gestores, colegas e clientes, além de discriminação de gênero, desvalorização salarial e insegurança física em plantões noturnos. Essa continuidade do abuso torna urgente o fortalecimento de redes de apoio, canais de denúncia seguros e políticas sindicais e institucionais que assegurem sua proteção e dignidade. Em caso de necessidade, a colega farmacêutica pode denunciar, em anonimato, em https://forms.gle/mVEikRfBPrwXd8Xi6.
Mas também queremos destacar que as farmácias são, muitas vezes, o primeiro ponto de apoio e acolhimento para vítimas que buscam ajuda de forma discreta, a exemplo de iniciativas como a campanha do “Sinal Vermelho”. O olhar atento, a escuta qualificada e a conduta ética das farmacêuticas e dos farmacêuticos podem ser decisivos para identificar sinais de abusos, orientar com segurança e direcionar as vítimas aos canais adequados de denúncia e proteção.
Fortalecer a atuação destes colegas, no combate à violência doméstica, é também defender a dignidade e os direitos humanos dentro e fora do ambiente de trabalho. O Sindifars reafirma seu compromisso com a valorização da categoria e convida todas as profissionais a se unirem nessa causa, disseminando informação e apoiando a rede de proteção.
Caso esteja vivenciando ou presencie uma situação de violência, não se cale: ligue para a Central de Atendimento à Mulher pelo 180 ou acione a Polícia Militar pelo 190 em casos de emergência.

