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Enredo na contramão da ética farmacêutica!

As narrativas de novelas ou filmes são ferramentas poderosas para moldar opiniões e comportamentos. A inclusão de enredos que envolvem medicamentos, tratamentos e atuação da(o)s farmacêutica(o)s pode gerar um aumento na conscientização sobre a importância do uso responsável de medicamentos.

Mas o que estamos vendo é um enredo na contramão da ética farmacêutica, desrespeito à vida das pessoas e das política públicas produzidas no Brasil.

Diante da descoberta na distribuição de medicamentos falsificados o roteiro desconsidera, por exemplo:

  • o papel estratégico da(o)s farmacêutica(o)s na proteção às vidas, que perpassa pela dispensação, o uso racional de medicamentos
  • o código de ética da profissão farmacêutica que dispõe o trabalho farmacêutico a ser exercido com vistas à promoção, prevenção e recuperação da saúde, mas também comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às autoridades competentes a recusa em se submeter à prática de atividade contrária à lei ou regulamento, bem como a desvinculação do cargo, função ou emprego, motivada pela necessidade de preservar os legítimos interesses da profissão e da saúde; armazenar, estocar, manter em depósito, ainda que transitoriamente, distribuir, transportar, importar, exportar, trazer consigo medicamento, produto, substância ou insumo, em contrariedade à legislação vigente, ou permitir que tais práticas sejam realizadas;
  • políticas como da vigilância em saúde em proteger e promover a saúde da população brasileira para prevenir doenças, riscos e agravos, por meio do monitoramento contínuo de dados, análise de situações de saúde, e implementação de ações de controle, regulação e intervenção.

As pessoas precisam ser alertadas dos seus direitos e que podem confiar no trabalho farmacêutico.

Um exemplo histórico, com protagonismo da categoria farmacêutica foi a chamada CPI dos medicamentos, em 2000, que investigou os reajustes de preços e a falsificação de medicamentos, materiais hospitalares e insumos de laboratórios.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de medicamentos, realizada pela Câmara dos Deputados, no ano de 2000, deliberou pela regulamentação da prática da venda da venda fracionada de medicamentos no País, na perspectiva de racionalizar e ampliar o acesso da população brasileira aos medicamentos e garantir a defesa dos direitos econômicos e sanitários dos consumidores.

Neste debate, contamos com a participação ativa de vária(o)s farmacêutica(o)s, organizados a partir das Fenafar e seus sindicatos filiados, como Clair Castilhos, Gilda Almeida, Ronald Ferreira dos Santos, e, pelo RS, Célia Chaves. Com protagonismo de Norberto Rech Bonetti, 1° vice presidente Fenafar á época.

Deputada Alice Portugal, durante o IX Fórum AF

Relatório CPI Medicamentos (2000)