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Piso salarial farmacêutico: por que comparar valores entre estados pode levar a conclusões equivocadas

A comparação direta entre os pisos salariais para a categoria farmacêutica estabelecidos por diferentes sindicatos estaduais não é tecnicamente adequada, pois desconsidera fatores que influenciam de forma decisiva o resultado das negociações coletivas. Cada estado possui uma data-base própria, o que significa que os reajustes incidem sobre períodos distintos e refletem índices acumulados de inflação diferentes. Destaca-se também vigência da norma coletiva, se de um ano ou dois; se a negociação anterior e a seguinte prevê retroatividade a data base. Além disso, o valor do piso é fruto de um processo histórico de negociação entre os sindicatos laborais e patronais, marcado por avanços, recuos ao longo dos anos, que não podem ser analisados de forma isolada ou apenas pelo valor nominal. Somado a necessidade da análise do conjunto de direitos conquistados pelo sindicato nas negociações para além do reajuste e piso.

Também devem ser considerados aspectos como a correlação de forças existente em cada estado, a capacidade de mobilização da categoria e a efetividade das normas coletivas. Há realidades em que as empresas cumprem amplamente as convenções e os acordos coletivos, enquanto em outras o desafio está justamente em garantir a aplicação dos direitos conquistados. O fortalecimento do piso salarial depende, portanto, da organização das farmacêuticas e dos farmacêuticos em seus sindicatos, da participação nas campanhas salariais e da capacidade coletiva de pressionar por melhores condições de trabalho e remuneração. Mais do que comparar números, é necessário compreender o contexto em que cada piso foi negociado e a força social que sustenta sua valorização.

Para o ano de 2026, a categoria farmacêutica que atua no RS, já está em vigência Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) entre o Sindifars e os sindicatos de hospitais filantrópicos e com Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Rio Grande do Sul. Demais segmentos econômicos a data base é agosto, e ainda não se iniciaram as reuniões de negociação do ano.

Colegas,  participem das assembleias, das atividades, mas também contribuindo financeiramente na continuidade da defesa do seu direito trabalhista e da valorização do trabalho farmacêutico.