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Mulheres Farmacêuticas por Respeito, Valorização e Dignidade!

Mulheres Farmacêuticas por Respeito, Valorização e Dignidade é mais do que um lema — é a expressão de uma realidade concreta vivida diariamente por profissionais que sustentam o cuidado em saúde com competência técnica, responsabilidade sanitária e compromisso ético. As mulheres são maioria na profissão farmacêutica e ocupam espaços estratégicos na assistência, na gestão, na indústria e na pesquisa. Ainda assim, enfrentam desigualdades salariais, sobrecarga de trabalho e barreiras invisíveis que limitam seu pleno reconhecimento.

Respeito começa pelo reconhecimento do valor do trabalho. Não é aceitável que mulheres farmacêuticas recebam menos por exercerem as mesmas funções, assumirem as mesmas responsabilidades técnicas e responderem pelos mesmos riscos legais que seus colegas homens. A igualdade salarial não é concessão, é princípio constitucional e dever social. Valorização também significa condições dignas de jornada, com enfrentamento à escala 6×1 e defesa da redução da carga horária, garantindo saúde física, mental e tempo de vida para além do trabalho.

Dignidade inclui proteção efetiva no ambiente laboral. A entrega adequada de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é obrigação básica do empregador, especialmente em atividades com exposição a agentes químicos, biológicos e outros riscos. Mas não basta fornecer EPI: quando há caracterização de insalubridade, o adicional correspondente deve ser pago de forma correta. Cumprir a legislação não é favor — é responsabilidade legal e reconhecimento do risco assumido diariamente por essas profissionais.

Mas também é falar de violência de gênero — ainda que nem sempre resulte em feminicídio — é uma realidade enfrentada por muitas farmacêuticas. Um estudo descreveu que mais de 23% das mulheres farmacêuticas relataram experiências de violência no ambiente de trabalho, e cerca de 13% relataram violência doméstica.

Esses dados reforçam a importância de reconhecer que, além das questões profissionais como desigualdade salarial ou jornadas exaustivas, farmacêuticas também enfrentam riscos de violência de gênero no cotidiano.

Por isso, nos unimos para reivindicar a ratificação da Convenção OIT nº 190, pelo Congresso Nacional, um instrumento internacional adotado em 2019 que trata do combate à violência e ao assédio no mundo do trabalho, tornando-se o primeiro tratado global a reconhecer o direito a um ambiente de trabalho livre dessas formas de violência.

Falar de mulheres farmacêuticas é falar de ciência, cuidado e liderança. É reconhecer que a luta por respeito, valorização e dignidade não é individual, mas coletiva. Quando as profissionais se organizam em torno de suas pautas — igualdade salarial, jornada justa, proteção no trabalho — fortalecem não apenas a categoria, mas a própria qualidade da assistência à saúde. Defender direitos é defender a vida, o trabalho e o futuro da profissão.

Abracem as mulheres farmacêuticas, abracem todas as mulheres: respeito, valorização e vida acima de tudo!

Veja divulgação Fenafar

Boletim: As múltiplas formas de violência contra a mulher
https://www.dieese.org.br/boletimespecial/2026/2026mulher.html

Infográfico: Mulheres – inserção no mercado de trabalho
https://www.dieese.org.br/infografico/2026/2026mulherBrasilRegioes.html

Nota intitulada Gen AI, segregação ocupacional e igualdade de gênero no mundo do trabalho: https://www.ilo.org/publications/gen-ai-occupational-segregation-and-gender-equality-world-work

UBMRS